O Palmeiras bateu o Galo, no Palestra ensolarado, por 3x1. Vamos analisar o jogo:
Na primeira etapa, estava muito claro que o Galo veio pra perder de pouco ou, no máximo, empatar. Recuada, a equipe mineira marcava do meio de campo para trás e o Palmeiras tocava a bola, controlando o jogo com paciência e tranqüilidade.
Alex Mineiro e Kléber perderam boas chances para abrir o placar.
Aos 31 minutos, Pierre tocou para Maurício, dentro da nossa área e o jovem zagueiro tantou sair jogando, ao invés de estourar a bola. Com o experiente Marques pressionando, Maurício errou o corte, Marques tomou dele e entregou para Renan Oliveira marcar o gol do Galo. 0x1 no Palestra e a zebra deu as caras.
Porém, o Palmeiras era mais time. Marques ainda foi expulso para ajudar.
Aos 43 minutos, o Palmeiras se infiltrou na área do Atlético pela direita, com Élder Granja e Alex Mineiro. O último achou Leandro, vindo de trás, pela esquerda, dentro da área, e o lateral bateu sem dó, na caixa, empatando o jogo. Estava na cara que o Palmeiras viraria, era apenas uma questão de tempo.
Pra segunda etapa, Luxa sacou Martinez e Pierre, pois não tinha a necessidade de tantos jogadores de marcação contra o inofensivo Galo com 10 homens em campo. E deu resultado. Evandro melhorou o passe, a saída de bola, a ofensividade da equipe e deu dribles secos, muito perigosos. Léo Lima cadenciou mais o jogo, deu passes de efeito, ariscou lançamentos e chutes de fora da área.
Mas o Palmeiras continuava esbarrando no paredão atleticano. Até que Luxemburgo sacou Élder Granja e colocou o homem do jogo: Denílson. Estava mais para Denílgol ou Denilshow, pra falar a verdade. Como preferirem. Com a modificação, Sandro Silva foi pra lateral direita. E o Palmeiras foi para a vitória.
Denílson recebeu passe na esquerda, no meio de campo, e foi brigando com o marcador atleticano. Brigaram com o braço, com as pernas, se engalfinharam, se atracaram... e Denílson ficou com a bola. E driblou seco o jogador adversário. E cruzou lidamente de trivela, deslocando toda a zaga do Galo e colocando a bola no peito do Alex Mineiro. E AM9 vocês conhecem bem. Bola redondinha pra ele, na cara do gol, tem destino certo: a caixa. E o Palmeiras virou. Vale a pena ver a comemoração do Denílson, flagrada pelo Premiere. Linda demais, emocionante.
E Denílson tinha mais. Fez bela jogada individual pelo meio e na hora de invadir a área, achou Kléber sozinho na esquerda. O atacante bateu firme, o goleiro Juninho soltou e ele, Denílson, chegou chutando tudo, com ódio, com raiva, com vontade de vencer. E fechou o caixão do Atlético.
Infelizmente, São Paulo, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo venceram na rodada. Mas nos mantemos na frente e é isso que importa.
Notas:
Marcos - 7,5: Não teve culpa no gol, e salvou uma bola muito perigosa na segunda etapa.
Leandro - 7,5: Correu, apoiou bem ao ataque e ainda fez um belo gol.
Maurício - 6,5: Cometeu uma falha em um simples. Só bastava tocar a bola para fora.
Gustavo - 7: Determinado e com muita garra.
Élder Granja - 7: Caiu muito bem pelo lado direito, apoiou bastante.
Martinez - 6,5: Infelizmente esteve apagado hoje, não foi muito bem.
Pierre - 6,5: Marcou bem e arriscou alguns chutes.
Sandro Silva - 7: Muita correria e marcação firme, o que não falta é disposição.
Diego Souza - 6,5: Não teve muito destaque, fez o básico.
Alex Mineiro - 8,5: Buscou o jogo, deu uma assistência, fez um belo e buscou fazer muito mais.
Kléber - 7: Raça, vontade e boas jogadas. Buscou seu gol, mas infelizmente não foi feliz.
Vanderlei Luxemburgo - 9: Fez as alterações corretas e montou uma boa tática.
Evandro - 7: Entrou muito, deu leveza ao meio-campo e contribuiu com mais qualidade.
Léo Lima - 8: Entrou com muita vontade, arriscou belos chutes, mas infelizmente a bola não entrou.
Denílson - 9: Mudou a cara do jogo, entrou e logo de cara deu uma bela assistência, para coroar ainda fez o seu.
sábado, 4 de outubro de 2008
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